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Infraestrutura

Quanto custa estruturar a rede de um escritório de 50 pessoas em São Paulo?

"Quanto custa a rede de um escritório de 50 pessoas?" é uma pergunta sem resposta única — e desconfie de quem der um número antes de ver a planta. O que dá para fazer, e é mais útil, é mostrar quais decisões movem o preço e quais itens são caros sem motivo.

Comece pelos pontos, não pelas pessoas

O dimensionamento não sai de "50 pessoas". Sai da contagem de pontos de rede, que costuma ficar entre 1,5 e 2 por posto de trabalho quando você soma o que realmente se conecta: estação, telefone IP, impressora de setor, access point, câmera, catraca, TV de sala de reunião, relógio de ponto. Um escritório de 50 postos raramente fica abaixo de 80 pontos — e é essa contagem que define cabo, patch panel, switch e tamanho do rack.

Cabeamento: onde a economia errada dói mais

O cabo é o item mais barato do projeto e o mais caro de trocar, porque está dentro da parede e do forro. Trocar switch é uma tarde; repassar cabeamento é obra.

  • Cat5e entrega 1 Gbps e ainda atende muita coisa, mas é o piso.
  • Cat6 é o equilíbrio para a maioria dos escritórios novos hoje.
  • Cat6A faz sentido com 10 Gbps no horizonte ou PoE de maior potência.

O que separa uma rede estável de uma rede com "lentidão que ninguém explica" quase nunca é a categoria do cabo — é a execução: raio de curvatura respeitado, destrançamento mínimo na terminação, distância do cabeamento elétrico e certificação de cada ponto no final. Exija o relatório de certificação. É ele que prova que o que foi instalado atinge o que foi vendido.

Switches: gerenciável muda o que é possível

Switch não gerenciável é mais barato e funciona — até você precisar segregar a rede de visitantes, isolar o tráfego das câmeras, priorizar voz ou descobrir qual porta está gerando problema. Com PoE, o switch também alimenta APs, câmeras e telefones pelo próprio cabo, o que elimina tomada e fonte em cada ponto alto. Some a potência de tudo que será alimentado antes de escolher, e deixe folga.

Wi-Fi se calcula por área e obstáculo, não por pessoa

O erro clássico é comprar "um roteador bom" e esperar cobertura. Wi-Fi corporativo se projeta por planta: drywall, concreto, vidro e estruturas metálicas mudam tudo. Vários APs de potência moderada, com canais planejados, superam um equipamento potente no meio do andar — que só aumenta interferência. Para 50 pessoas num layout aberto, normalmente se fala em alguns APs distribuídos, não em um.

Rack e energia: o item esquecido

O rack precisa de espaço para crescer, organização de cabos, ventilação e — o mais negligenciado — energia estável. Nobreak dimensionado para o rack mantém switches, firewall e telefonia de pé numa queda. Sem isso, a rede inteira cai junto com a energia, mesmo com todo o resto bem feito.

O que costuma ser supérfluo

  • Cat6A em escritório que não tem, nem terá, 10 Gbps no desktop.
  • Switch de camada 3 onde não há roteamento entre VLANs para fazer.
  • APs Wi-Fi 7 com parque de notebooks que não suporta o padrão.
  • Rack superdimensionado "para o futuro" enquanto falta nobreak no presente.

O caminho honesto é levantamento em campo e projeto antes do orçamento. É assim que montamos redes e infraestrutura de TI.

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